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terça-feira, 11 de junho de 2019

Tribunal da Nigéria


Nigéria: Tribunal levanta suspensão de rádio e TV da oposição
junho 08, 2019
Redacção VOA















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Um tribunal na Nigéria suspendeu temporariamente uma proibição imposta a uma estação de rádio e televisão de um político da oposição que havia sido imposta por alegado conteúdo “inflamatório” e falta de pagamento de licenças.
Um tribunal federal em Abuja disse que a African Independent Television (AIT) e a rádio RayPower FM devem continuar a operar até um tribunal decidir sobre o seu apelo a proibição.
A próxima audiência para o caso está prevista para Terça-feira.
A Comissão Nacional de Radiodifusão suspendeu as actividades da companhia Daar Communication, que é proprietária das duas estações, afirmando que este tinha violado leis de rádio difusão, não tinha pago licenças e tinha transmitido “propaganda inflamatória, divisiva e de incitamento contra o governo”.
A Daar Communications pertence ao empresário Raymond Dokpesi, um membro proeminente do Partido Popular Democrático da oposição
Dokpesi disse que a suspensão tinha sido ordenada por motivos políticos pela presidência e avisou que se esta está a preparar “medidas contra os media e a imprensa”



domingo, 10 de abril de 2016

Lamentável



Polícia descobre vala comum com 55 corpos em floresta no Sudeste da Nigéria


  • 10/04/2016 16h56
  • Lagos (Nigéria)
Da Agência Lusa
A polícia secreta nigeriana descobriu 55 corpos enterrados em uma vala comum em uma floresta no Sudeste da Nigéria, reduto do grupo separatista Povo Indígena do Biafra (Ipob), responsabilizado pelos crimes pelas autoridades locais.

"[A polícia secreta] pôs a nu o papel odioso desempenhado por membros do Ipob no rapto de cinco residentes [da etnia] Haoussa Fulani", declarou o porta-voz dos Serviços de Defesa do Estado nigeriano, Tony Opuiyo.

Segundo Opuiyo, os corpos dos cinco raptados foram descobertos na Floresta de Umuanyi, no estado de Abia. Para as autoridades nigerianas, eles foram mortos e enterrados sumariamente ao lado de 50 outros cadáveres que ainda não foram indetificados.

O porta-voz dos serviços secretos nigerianos garantiu que já foram feitas "algumas detenções" e que, nos inquéritos, ficou provado que as 55 pessoas foram mortas por membros do grupo separatista.

O movimento separatista Povo Indígena do Biafra foi criado por Nnamdi Kanu, diretor da Rádio Biafra que acabou detido em outubro de 2014 sob a acusação de "propagação de uma agenda de secessão" com a intenção de "liderar uma guerra contra a Nigéria", segundo o governo nigeriano.

A cúpula dirigente de outro grupo independentista local, o Movimento para a Obtenção de um Estado Soberano no Biafra (Massob), já saiu em defensa do Ipob, considerando que as alegações governamentais não são credíveis.

"As alegações [dos serviços secretos] não são credíveis, pois não foram apresentadas quaisquer provas", disse à agência France Presse Uchenna Madu, presidente do Massob, acusando as autoridades nigerianas de tentar fazê-los passar por "grupos terroristas".

A secessão do Biafra, sete anos depois da independência da Nigéria, desencadeou um conflito feroz de três anos (1967-1970), que provocou mais de 1 milhão de mortes.
Grande parte das mortes resulta também da falta de cuidados médicos e, sobretudo, da fome que atingiu a região.