sábado, 30 de julho de 2016

Segurança nos Jogos



Segurança em áreas com atividades culturais na Rio 2016 terá 47 câmeras
  • 30/07/2016 08h51
  • Rio de Janeiro
Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil







 


A Prefeitura do Rio de Janeiro instalou 47 câmeras no Boulevard Olímpico, que funcionará durante os jogos Rio 2016, na Orla Prefeito Luiz Paulo Conde, que vai do Armazém 8, na Gamboa, na região portuária, até o Largo da Misericórdia, no centro da cidade. Os equipamentos vão integrar o esquema de segurança do local, que, de acordo com as previsões da Secretaria Municipal de Turismo, deve receber, por dia, 80 mil pessoas.

O secretário de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, informou que as câmeras vão operar em conjunto com as do Centro de Operações da Prefeitura. “As imagens ficam no nosso centro de operações, que tem comunicação direta com o centro de operações da cidade, que é o centro de monitoramento. De lá, a gente recebe imagens de algumas câmeras do centro de operações para o monitoramento do próprio evento. Fizemos assim no réveillon e no carnaval. É a mesma modelagem que estamos utilizando”, disse.

Sobre o controle da movimentação do público na área do boulevard, Antônio Pedro disse que em diferentes pontos da Orla Conde há diversas entradas cercadas, que permite um controle maior nesses trechos. Ele, no entanto, descartou a possibilidade da prefeitura fazer uma avaliação pessoal de cada pessoa. “A gente não vai fazer checagem um a um, até porque é um evento público da cidade. É como se fosse um réveillon, faz parte da cidade. A cidade é acostumada a receber esses eventos abertos”, disse.

O secretário disse que a segurança está entregue aos órgãos específicos. “Esta parte da questão de segurança é feita com a [secretaria de] Segurança Pública, a Polícia Militar, a Guarda Municipal, e demais órgãos de segurança”.

Programação cultural
A programação cultural do boulevard, que vai contar com três palcos, terá shows de artistas consagrados e integrantes da nova cena musical do país. Segundo o secretário municipal de Cultura, Júnior Perim, o local vai continuar a ser ocupado por apresentações de artistas de rua, que começaram em maio e continuarão até setembro, quando vão ocorrer os Jogos Paralímpicos.

“A gente está mantendo ali um processo de ocupações com experiências de atividades artísticas e culturais que utilizam o espaço público. A ideia é estimular, mesmo sem o fomento, sem o apoio direto da prefeitura do Rio de Janeiro, que artistas de rua e grupos que utilizam o espaço público para desenvolver a sua atividade sigam ocupando aquele território como espaço de difusão cultural”, disse.

O secretário informou, ainda, que o município tem a meta de entregar, até setembro, 1 milhão de unidades do Passaporte Cultural Rio, que dá direito a descontos e entrada gratuita em eventos da programação cultural durante a Rio 2016. Para is residentes no Rio de Janeiro, o passaporte é gratuito, mas para turistas custa R$ 15.
Edição: Fernando Fraga
 


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Segurança no Rio 2016



Ministro da Justiça fará vistoria em cidades-sede de jogos na Olimpíada
  • 18/07/2016 16h36
  • Brasília
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil



 

Em meio ao maior rigor em procedimentos de segurança com a proximidade dos Jogos Olímpicos, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, fará vistorias em todas as cidades que serão sede de provas. O primeiro destino do ministro deve ser o Rio de Janeiro, sede do evento, mas Moraes irá também às cidades em onde haverá partidas de futebol: Belo Horizonte, Manaus, Salvador, São Paulo e Brasília.

Nesta segunda-feira (18), Moraes se reuniu com o presidente interino, Michel Temer, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, para discutir a revisão das medidas de prevenção de atentados que foram anunciadas pelo governo na semana passada, após o ataque em Nice, na França.

Durante a semana, o GSI poderá divulgar outras alterações, como a ampliação do perímetro em que não será permitida a circulação de veículos em torno das arenas. Os novos procedimentos de inspeção de bagagem e revistas de passageiros começaram a ser adotados nesta manhã, causando alguns transtornos como filas grandes e atrasos.

Desde a última quinta-feira (14), quando um franco-tunisiano avançou com um caminhão e matou mais de 80 pessoas em Nice, o governo tem intensificado os encontros para a segurança durante a Olimíada e disse que irá revisar todas as medidas com o objetivo de encontrar lacunas.
Edição: Nádia Franco

terça-feira, 5 de julho de 2016

A saga dos abandonados



No Dia Mundial do Refugiado, conheça os campos que acolhem milhões pelo mundo
20 de junho de 2016 
 parte um

Relatório divulgado pela ONU nesta segunda-feira (20) diz que existem atualmente 65,3 milhões de pessoas deslocadas de seus locais de origem. Isso equivale a uma em cada 113 pessoas no mundo. Esta é a primeira vez que os números de deslocamento forçado ultrapassaram o marco de 60 milhões de pessoas
Por Líria Jade, no Portal EBC


Uma em cada 113 pessoas no mundo é, atualmente, reconhecida como um refugiado. O dado é apresentado pelo relatório “Tendências Globais” do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que registra o deslocamento forçado de pessoas pelo mundo. O documento, divulgado nesta segunda-feira (20), aponta um total de 65,3 milhões de pessoas deslocadas até o final de 2015, um aumento de quase 10% com relação a 2014.

Esta é a primeira vez que os números de deslocamento forçado ultrapassaram o marco de 60 milhões de pessoas. Os países que se destacam como origem de refugiados são: Síria, com 4,9 milhões de refugiados; Afeganistão, com 2,7 milhões e Somália, com 1,1 milhão. Já os países com maior número de deslocados internos são Colômbia (6,9 milhões), Síria (6,6 milhões) e Iraque (4,4 milhões), destaca o relatório.

Rosita Milesi, diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), explica que os “refugiados deixam o país de origem para fugir de guerras ou de perseguições por motivo de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opinião política”. Enquanto os migrantes, por sua vez, saem por vontade própria.


O conceito de refugiado também está previsto na Lei 9.474 de 1997, conhecida como Estatuto dos Refugiados. Segundo a legislação brasileira, é considerada refugiada “a pessoa que, devido a grave e generalizada violação de direitos humanos, é obrigada e deixar seu país de nacionalidade para buscar refúgio em outro país”.

A diretora do IMDH afirma que o Brasil recebe refugiados de diversas nacionalidades. Segundo o último relatório divulgado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), até abril de 2016, 8.863 pessoas foram reconhecidas como refugiados no Brasil. Os principais países de origem destes refugiados são: Síria, Angola, Colômbia e República Democrática do Congo.

A organização internacional humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) leva assistência médica e psicológica aos refugiados, deslocados e migrantes em vários países e regiões.

Desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é celebrado do dia 20 de junho, de acordo com resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Por isso, neste dia, o Portal EBC lista os principais campos de refugiados espalhados pelo mundo e os conflitos aos quais se relacionam. Continua...
Revista Forum, 
 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Belíssimo



Leia o emocionante discurso de Jesse Williams contra o racismo no BET Awards
Data: 27/06/2016





LOS ANGELES — Jesse Williams levou a plateia aos prantos enquanto discursava após ser premiado, neste domingo, no Black Entertainment Television (BET) Awards — cerimônia que premia grandes nomes afroamericanos na indústria do entretenimento. Williams, que é mais conhecido por seu papel como Dr. Jackson Avery na série “Grey’s anatomy” e por seu ativismo pela causa negra, recebeu o Humanitarian Award (“troféu humanitário”, em tradução livre) e atacou o tratamento injusto dado a comunidade negra nos Estados Unidos (veja abaixo).







Williams iniciou seu discurso agradecendo sua família e amigos, e pedindo desculpas às mulheres negras, que são comumente esquecidas por seu trabalho na comunidade e no país como um todo. O ator, então, repreendeu tudo, desde os assassinatos de cidadãos negros desarmados cometidos pela polícia, passando pela mercantilização da cultura negra e a ideia de que este tratamento pode de alguma forma se encaixar na definição de “liberdade”.

“Ontem seria o 14º aniversário do jovem Tamir Rice, então eu não quero ouvir mais nada sobre o quão longe nós chegamos quando servidores públicos pagos podem puxar o gatilho na direção de um garoto de 12 anos que brincava sozinho no parque em plena luz do dia, matando-o na televisão e, em seguida, indo para casa fazer um sanduíche”, disse Williams, lembrando o assassinato de Tamir Rice, em novembro de 2014, em Cleveland.

“Digam a Rekia Boyd o quão melhor era viver em 2012 do que em 1612 ou 1712. Digam isso a Eric Garner. Digam isso a Sandra Bland. Digam isso a Darrien Hunt”, continuou.

“Agora, porém, todos nós aqui estamos ganhando dinheiro, o que por si só não vai parar com isso. Agora, dedicamos nossas vidas a ganhar dinheiro, a botar a marca de alguém em nosso corpo, quando passamos séculos orando com marcas em nossos corpos. Agora, nós rezamos para sermos pagos, para termos marcas em nossos corpos”, comparou o ator, lembrando os escravos que eram marcados a ferro em brasa.
Williams seguiu seu discurso, recebendo efusivos aplausos, enquanto as câmeras mostravam algumas pessoas emocionadas, como o ator Jamie Foxx, vencedor do Oscar em 2005, por “Ray”.

“Não existiu uma única guerra em que não morremos na linha de frente. Não existe um único trabalho que não fizemos. Nenhum imposto que não tenham cobrado contra nós. E nós pagamos todos eles. Mas a liberdade é de alguam forma condicional aqui. ‘Você é livre’, eles seguem nos dizendo. ‘Ela deveria estar viva se não tivesse agido tão… livremente'”.

“A liberdade está sempre por vir no futuro, mas você sabe que o futuro é uma agitação. Nós queremos agora. E vamos deixar algumas coisas claras — o fardo dos brutalizados não é para confortar o espectador. Esse não é o nosso trabalho. Parem com isso”, disse Williams. “Se você tem uma crítica a nossa resistência, então é melhor você ter uma longa história para basear sua crítica nela. Se você não tem interesse em direitos iguais para pessoas negras, então não tente dar sugestões àqueles que têm. Fique sentado”.

“Nós estamos flutuando neste país atrás de crédito há séculos, e estamos cansados de observar e esperar enquanto essa invenção chamada brancura usa e abusa de nós, enterrando os negros e mantendo-os fora da vista e fora da mente, enquanto extraem nossa cultura, nossos dólares, nosso entretenimento, como óleo. Marginalizando e rebaixando nossas criações e gentrificando nossa genialidade e, então, nos usando como fantasia para depois descartar nossos corpos como cascas de uma fruta estranha”.

“O lance é: só porque somos mágicos não significa que não somos reais”, concluiu o ator de “Grey’s anatomy”.

Premiado com o troféu honorário pelo conjunto da obra nesta edição do BET Awards, o ator Samuel L. Jackson disse que se emocionou muito com o discurso de Williams. “Foi a coisa mais próxima a um discurso de um ativista da década de 1960 que ouvi na vida”, definiu.