quinta-feira, 29 de março de 2018

Um pais se organizando



Moçambique: Desempenho do Governo questionado no Parlamento
Governo moçambicano foi ao Parlamento responder às perguntas das três bancadas que divergiram na apreciação do seu desempenho. A oposição mostrou-se insatisfeita enquanto o partido no poder fez uma apreciação positiva.

 Foto de arquivo: Parlamento moçambicano (2016)

O maior partido da oposição, a RENAMO, acusou a FRELIMO de estar a preparar uma fraude para as eleições autárquicas previstas para outubro próximo.

A operação, segundo afirmaram vários deputados da RENAMO, consiste na intimidação dos cidadãos em idade eleitoral para não se recensearem, na proibição dos brigadistas revelarem aos partidos políticos o número de eleitores recenseados, em violação da lei e na movimentação de pessoas que residem fora das autarquias para se inscreverem nos postos de recenseamento.

Por seu turno, o deputado da FRELIMO, Jaime Neto,considerou estas alegações infundadas. "Nós a FRELIMO não estamos preocupados com esses pronunciamentos porque o nosso partido está representado em todo o território nacional e estamos a trabalhar mobilizando a população para votar na FRELIMO e nos seus candidatos".

Reassentamento das populações
Um dos temas que dominou os debates está relacionado com as inquietações apresentadas pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) que tem a ver com a questão dos reassentamentos e a reocupação dos locais de risco a calamidades naturais.
Carlos Agostinho do Rosário

Por seu turno, o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário,explicou que "o Governo tem vindo a desenvolver ações de mapeamento e identificação de zonas de ocorrência de diversos tipos de riscos tais como ciclones, cheias, secas, sismos, erosão o que permitiu a elaboração de planos locais de uso sustentável dessas zonas".

Outra questão levantada pelos deputados tem a ver com acusações segundo as quais o serviço nacional de saúde está a prestar um mau serviço e registra-se uma gritante falta de medicamentos, nas unidades sanitárias e farmácias públicas. A propósito, o deputado da RENAMO, Américo Ubisse questionou. "Como se justifica que o Governo moçambicano continue deixando os envolvidos nas dividas ocultas a passearem a sua classe em detrimento da deterioração contínua das condições de vida e da saúde da maioria dos moçambicanos?".

Mas o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário respondeu que uma série de medidas estão em curso para melhorar o serviço público de saúde. "Demos início ao processo de marcação de consultas por horas com base nos diferentes tipos de doenças o que irá concorrer para redução do tempo de espera e atendimento dos utentes nas unidades hospitalares. Continuaremos a aprimorar os mecanismos de controle e gestão no armazenamento e distribuição de medicamentos com vista a garantir que esses mesmos medicamentos cheguem a população".

Moçambique: Desempenho do Governo questionado no Parlamento
Durante a sua intervenção, o primeiro-ministro falou igualmente do ambiente macroeconómico do país tendo afirmado que está em recuperação e acrescentou que o Governo vai apostar na diversificação da base produtiva nomeadamente na agricultura, turismo e infraestruturas.
As bancadas parlamentares divergiram na apreciação do informe do Governo. O porta-voz da FRELIMO, Edmundo Galiza Matos Júnior considerou que as respostas do executivo "não só são adequadas como foram para além daquilo que foram as perguntas feitas pelas bancadas parlamentares. Obviamente que existem muitos desafios sobretudo no que diz respeito ao setor da saúde". Por seu turno, a RENAMO fez uma apreciação negativa do informe. Jose Lopes é o porta-voz da bancada deste partido e afirmou que "vais agora a um hospital público, a um posto de saúde levas a receita e vais a farmácia não tens o medicamento... tens que ir a farmácia privada".
Já o porta-voz do MDM Fernando Bismarque afirmou que "se for o caso vamos dar entrada uma moção de censura porque o Governo mostrou que não tem uma estratégia clara para resolver um dos grandes problemas que é dos reassentamentos e reocupação dos locais vulneráveis a inundações".

sábado, 27 de janeiro de 2018

Paz na terra



Palestinos criticam observações de Trump sobre paz no Oriente Médio
2018-01-26 15:37:24portuguese.xinhuanet.com




Gaza/Ramallah, 25 jan (Xinhua) -- Os palestinos ficaram indignados com as declarações "irresponsáveis" do presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira sobre a paz no Oriente Médio.

Trump disse, no início da quinta-feira, no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, na Suíça, que Jerusalém foi retirada da agenda das negociações do Oriente Médio e chegou a hora de iniciar um plano de paz "excelente para os palestinos e para Israel".

No entanto, ele disse que os palestinos só podem obter ajuda financeira dos Estados Unidos se concordarem em retomar as negociações de paz com Israel.

Ele disse que os palestinos "não nos respeitaram semana passada quando boicotaram a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, (Mike) Pence".

Nabil Abu Rdineh, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse em uma declaração oficial que, se Jerusalém for excluída das negociações, os Estados Unidos também serão excluídos do processo de paz. 

Ele enfatizou que os Estados Unidos não terão um papel no processo de paz no Oriente Médio, enquanto sua decisão sobre Jerusalém não for aceita.

"A política de usar dinheiro para chantagear os palestinos e o uso das políticas de fome e humilhação são condenadas e rejeitadas", disse o porta-voz.

Saeb Erekat, secretário-geral do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), disse em uma declaração que "as observações de Trump humilharam muçulmanos, cristãos e judeus em todo o mundo".

"Aqueles que acreditam que a questão de Jerusalém foi retirada da tabela de negociações, devem saber que a paz também foi retirada da mesa", disse Erekat, acrescentando que "os seus argumentos mostram claramente que ele nunca pode ser um patrocinador relevante da paz".

Em abril de 2014, nove meses de conversações de paz diretas entre Israel e a Palestina patrocinadas pelos Estados Unidos terminaram sem qualquer avanço devido a diferenças profundas nos assentamentos israelenses e ao reconhecimento de um estado palestino com o leste de Jerusalém como sua capital.

Em 6 de dezembro do ano passado, Trump declarou Jerusalém como a capital de Israel e que pretendia transferir a embaixada de seu país de Tel Aviv para a cidade.

Israel considera Jerusalém inteira como sua capital eterna, enquanto os palestinos consideram a parte oriental da cidade, que foi ocupada por Israel em 1967, como a capital do seu futuro estado independente.