quinta-feira, 7 de novembro de 2019

SUS de um pais atrasado


SUS deve atuar como protagonista em tragédias, afirma especialista
Ciclo de palestras orienta sobre atenção à saúde mental em desastres
Publicado em 07/11/2019 - 19:33
Por Pedro Ivo de Oliveira - Repórter da Agência Brasil Brasília



Reunidos por uma preocupação com o estado de saúde mental de vítimas de grandes tragédias, como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho, funcionários de vários órgãos do governo e da ONG Médicos Sem Fronteiras se reuniram em um ciclo de palestras que discute ações e estratégias para preparar profissionais que atendem comunidades afetadas por desastres.

De acordo com o psicólogo Sérgio Rossi, que atuou como coordenador de saúde mental durante o desastre de Mariana e é um dos multiplicadores de conhecimento do ciclo, a melhor forma de tratar pessoas que passaram por experiências traumáticas em larga escala é multiplicar as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS). O foco dessas redes é promover cuidados essenciais a pessoas em situações de risco psicológico, mental e social sem ferir direitos pessoais.

“É preciso discutir, refletir e pensar na saúde mental de pessoas que sofrem tragédias. As políticas públicas precisam se organizar para apresentar respostas que garantam cuidado, proteção e possibilidades de retomar e recuperar as vidas”, afirma Rossi.

De acordo com o psicólogo, o impacto de tragédias em grande escala não é mensurável nos momentos iniciais, razão pela qual é necessário treinar equipes multidisciplinares para atuar nos primeiros socorros das comunidades afetadas. “O nosso SUS deveria ter todo o protagonismo no socorro de vítimas de tragédias. A melhor estratégia para garantir a saúde mental e o apoio necessário a essas pessoas é usar o nosso Sistema Único de Saúde como um campo intersetorial, multidisciplinar, com apoio de políticas e instituições”, declarou.

Diversificação de atendimento
O ciclo de palestras marca a primeira reunião entre órgãos governamentais federais, estaduais e municipais e entidades do terceiro setor. Funcionários dos ministérios da Cidadania, da Saúde, do Desenvolvimento Nacional, membros da Defesa Civil, das secretarias de saúde estaduais e municipais foram sorteados para a iniciativa.

Jordan Lima, terapeuta ocupacional de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) na Bahia, resolveu participar da formação por acreditar que desastres que anulam direitos básicos e afetam a saúde mental das pessoas ocorrem no cotidiano.”Pessoas em situação de rua que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas estão em uma posição parecida com a de pessoas que passam por desastres. E essas cidades [Mariana e Brumadinho] tinham pessoas já nessa situação [de rua]. Essas populações perdem totalmente o amparo do Estado”.
 
Mais conhecimento, melhor atendimento
Para a doutora Débora Noal, uma das organizadoras do evento, o compartilhamento de conhecimentos sobre grandes desastres já tem resultados concretos. “Dentro da realidade da assistência psicossocial, já podemos ver claramente que houve uma evolução entre Mariana e Brumadinho. Nas primeiras 24 horas do rompimento da barragem de Brumadinho já havia a presença dos três entes federados e de organismos internacionais discutindo ações de mitigação de danos e de manutenção da saúde dos afetados. Em Mariana, essa mesma ação demorou quase um mês”. 

A psicóloga disse ainda que já é possível traçar um perfil das doenças e transtornos mentais mais comuns que acometem pessoas em tragédias. “Nas primeiras 72 horas, as reações são as mesmas em pessoas do mundo inteiro: taquicardia, pânico, sudorese. Mas no fim do primeiro mês, esses sintomas evoluem para dores de cabeça intensas, insônia, ataques de pânico e dissociação da tragédia, que é quando a pessoa não se vê como alguém que passou por aquela situação”, explica. 

As palestras sobre cuidados de saúde mental em tragédias acontecem em Brasília, na Escola da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Universidade de Brasília, até sexta-feira (08), e deverão ser transformadas em um curso à distância para profissionais que atuam na área.
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Edição: Aline Leal

Fim de vantagens


Novos servidores não terão estabilidade automática, diz Guedes
O ministro participou do evento Diálogos com o TCU, em Brasília
Publicado em 07/11/2019 - 13:38
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Brasília





Os novos servidores públicos não terão estabilidade automática, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou hoje (7), em Brasília, do evento Diálogos com o TCU – Visões sobre o Brasil e a Administração Pública, na sede do Tribunal de Contas da União (TCU).

Segundo Guedes, o tempo para se atingir a estabilidade será definido para cada carreira. “O novo servidor não terá estabilidade automática, ele precisará ser testado por três, quatro, cinco anos. Vai depender da carreira, do que a pessoa faz, do que entrega”, disse.

Guedes afirmou que a reforma administrativa também vai reduzir o número de carreiras de cerca de 300 para algo em torno de 20 e que os salários para quem entrar na carreira pública serão menores.

Segundo Guedes, o governo está trabalhando para enfrentar os grandes gastos públicos. Ele destacou a aprovação da reforma da Previdência e a redução de gastos com juros em R$ 100 bilhões entre este ano e 2020, por meio do controle de gastos. “Controlamos a previdência, derrubamos a segunda torre do inimigo, que é o excesso de juros”, disse. Segundo Guedes, o terceiro grande gasto do governo é com o funcionalismo público e por isso, a necessidade de reforma administrativa.

No evento, Guedes defendeu outras reformas como a do pacto federativo para dar maior autonomia a governadores e prefeitos aplicarem os recursos públicos e a reforma tributária.

A proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo é uma das medidas entregues ao Congresso Nacional nesta semana pelo governo com objetivo de controlar os gastos públicos. A proposta de reforma tributária ainda não foi enviada ao Congresso.

Segundo Guedes, a proposta do governo será enviada quando as mudanças em tramitação na Câmara e no Senado avançarem, e a proposta será acoplada às demais. “Vamos fazer a nossa parte. Juntar PIS, Cofins e depois o IPI”, disse.

Para Guedes, a necessidade da reforma já é reconhecida. “A reforma tributária está muito madura, todo mundo sabe, todo mundo quer. A ideia é um Imposto sobre Valor Agregado (IVA)”, afirmou.

O ministro comentou sobre a tentativa frustrada de recriar um imposto parecido com a extinta CPMF. “Cheguei a considerar um imposto sobre transações financeiras para que o IVA tivesse uma alíquota mais baixa de 11%, e não de 25% como estão nas simulações da proposta que está na Câmara”, disse. E defendeu a simplificação do Imposto de Renda, com o fim das deduções de saúde e educação, em troca de alíquotas menores. “Hoje todo mundo junta um monte de papelzinho para abater do imposto. É melhor não juntar nada e já pagar uma alíquota menor”, disse.


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Edição: Maria Claudia

terça-feira, 9 de julho de 2019

Lei que legalizou a homossexualidade


Botswana quer reverter a lei que legalizou a homossexualidade
julho 06, 2019

















Activistas manifestam-se no Tribunal Superior
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Activistas manifestam-se no Tribunal Superior                       



O governo do Botswana vai recorrer da decisão do Tribunal Superior que descriminalizou a homossexualidade, provavelmente trazendo de volta uma lei que punia relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo com penas de prisão até sete anos.
No mês passado, organizações internacionais e activistas elogiaram o país, por se ter juntado a uma série de outros países que haviam legalizado relações entre pessoas do mesmo sexo.
Mas o Procurador-Geral  activistas  disse em comunicado, na sexta-feira, que o tribunal superior estava "enganado na sua conclusão" em reverter a lei da era colonial.
Em junho, um painel de três juízes decidiu que secções do código penal que baniam a homossexualidade eram inconstitucionais por violarem a privacidade, liberdade e dignidade. O painel também considerou discriminatório e que não servia o interesse público.
O caso, que foi levantado pelo estudante universitário Letsweletse Motshidiemang, argumenta que o governo devia descartar a lei para reflectir uma sociedade mudada, onde a homossexualidade é mais amplamente aceite.
Relações homossexuais são ilegais em mais de 70 países do mundo, quase metade deles está em África, onde a homossexualidade ainda é um tabu e motivo de perseguição.




terça-feira, 18 de junho de 2019

Crise politica


Analistas advertem para "ameaças" da crise política guineense














País aguarda indicação de novo primeiro-ministro
                                                País aguarda indicação de novo primeiro-ministro



Uma missão da União Africana (EUA) encontra-se em Bissau, para tentar desbloquear o impasse político, com a não nomeação do novo primeiro-ministro pelo Presidente da República, José Mário Vaz, cujo mandato termina no domingo.
Na opinião do analista político Rui Landim a presença da missão da EUA expressa algum sinal de preocupação sobre a situação política vigente no país:
"A União Africana aparece aqui como resultado de uma situação preocupante. Foram feitas as eleições justas e transparentes, mas que se viu deteorizar-se bastante. É preocupante esta situação", sublinhou aquele antigo técnico da CEDEAO, para quem a preocupação das organizações internacionais, entre as quais, a União Africana, assenta-se no facto, de, na sua opinião, a actitude do Presidente da República, José Mário Vaz, representar “uma negação a democracia” na Guiné-Bissau:
"Há uma implícita negação da democracia. Há um desprezo total pela população, pelo povo e de tudo quanto são as instituições. E, naturalmente, as organizações internacionais, neste caso, a União Africana, não podem deixar que haja alguém a criar situação para pôr em perigo a paz e segurança em todo continente", concluiu Landim.

O especialista em diplomacia internacional, Timóteo Sabá M’Bundé, disse à VOA que no plano internacional, a Guiné-Bissau "é um país, cada vez mais, fragilizado, cujos problemas devem ser resolvidos a partir do enganjento da própria comunidade internacional".
M´Bundé destaca que "a soberania (da Guiné-Bissau), neste momento, não lhe garante resolver os seus problemas a nível local, enquanto país cada vez mais fragilizado".

A presença da União Africana acontece na semana em que termina o mandato do Presidente da República, José Mário Vaz, a 23.
Vaz tem marcado para amanhã um encontro com os actores políticos e da sociedade civil comv ista à marcação das eleições presidenciais que, para a ONU, devem acontecer este ano.





terça-feira, 11 de junho de 2019

Tribunal da Nigéria


Nigéria: Tribunal levanta suspensão de rádio e TV da oposição
junho 08, 2019
Redacção VOA















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Um tribunal na Nigéria suspendeu temporariamente uma proibição imposta a uma estação de rádio e televisão de um político da oposição que havia sido imposta por alegado conteúdo “inflamatório” e falta de pagamento de licenças.
Um tribunal federal em Abuja disse que a African Independent Television (AIT) e a rádio RayPower FM devem continuar a operar até um tribunal decidir sobre o seu apelo a proibição.
A próxima audiência para o caso está prevista para Terça-feira.
A Comissão Nacional de Radiodifusão suspendeu as actividades da companhia Daar Communication, que é proprietária das duas estações, afirmando que este tinha violado leis de rádio difusão, não tinha pago licenças e tinha transmitido “propaganda inflamatória, divisiva e de incitamento contra o governo”.
A Daar Communications pertence ao empresário Raymond Dokpesi, um membro proeminente do Partido Popular Democrático da oposição
Dokpesi disse que a suspensão tinha sido ordenada por motivos políticos pela presidência e avisou que se esta está a preparar “medidas contra os media e a imprensa”



quinta-feira, 25 de abril de 2019

Brasil fechou vagas com carteira assinada


Brasil fechou 43 mil vagas com carteira assinada em março

Da redação 1 dia atrás







No primeiro trimestre, foram abertas 179.543 vagas com carteira

O número de empregos formais no Brasil ficou no vermelho depois de dois meses de alta. Em março, foram fechadas 43.196 vagas. Os dados estão no Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira, 24, pelo Ministério da Economia. O número de postos com carteira assinada é resultado de 1.261.177 admissões e 1.304.373 demissões no mês.

Esse é o pior desempenho para março desde 2017, quando o resultado foi negativo em 63.624 cargos com carteira assinada. No ano passado, o saldo para o mês foi positivo, com a abertura de 56.151 postos de trabalha formal. No primeiro trimestre deste ano, foram abertas 179.543 vagas com carteira.

Os resultados divulgados nesta quarta mostram que cinco setores tiveram fechamentos de postos de trabalho. O destaque negativo foi o comércio, que terminou o mês com 28.803 postos formais a menos. Agropecuária (-9.545), construção civil (-7.781), indústria de transformação (-3.080) e serviços industriais de utilidade pública (-662) também mais demitiram que contrataram.

Três setores tiveram resultado positivo em março: serviços, com saldo positivo de 4.572 empregos.  O setor de administração pública abriu 1.575 vagas e o extrativismo mineral criou 528 postos.

Segundo a Secretaria de Trabalho e Previdência, o resultado negativo do mês tem relação com o resultado positivo de fevereiro, quando 173.139 vagas foram criadas.” Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses”, diz em nota.

Apesar do saldo geral ser negativo, o contrato intermitente, modalidade criada pela reforma trabalhista, fechou março em alta. Segundo o Caged, foram geradas 6.041 vagas nesta modalidade, um aumento de 88% em relação a março do ano passado. No contrato intermitente, o trabalhador tem carteira assinada, porém só recebe se é convocado a prestar serviço pelo patrão. Ou seja, o trabalhador pode ter carteira assinada sem estar efetivamente trabalhando.

Foram registradas ainda 7.085 admissões em regime de tempo parcial e 4.956 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.129 postos de trabalho. Ocorreram 18.777 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado.

Por estados

Dos 26 estados mais o Distrito Federal, 19 mais demitiram que contrataram, os estados que mais perderam vagas foram Alagoas (-9.636 postos), São Paulo (-8.007), Rio de Janeiro (-6.986), Pernambuco (-6.286) e Ceará (-4.638).

O saldo foi positivo em oito estados:  Minas Gerais (5.163 postos); Goiás (2.712), Bahia (2.569), Rio Grande do Sul (2.439), Mato Grosso do Sul (526), Amazonas (157), Roraima (76) e Amapá (48).

Entre as regiões, a maior queda ocorreu no Nordeste, com o fechamento de 23.728 vagas de emprego formal. No Sudeste, foram encerrados 10.673 postos; no Norte, 5.341; no Sul, 1.748; e no Centro-Oeste, 1.706.